29 outubro 2014

TRAPALHADA




Hoje desloquei-me a uma repartição de finanças para tratar de um assunto relacionado com o cadastro, acho que é o termo indicado, da minha filha. Aproveitei a ocasião para resolver uma dúvida que me assistia, pedindo um esclarecimento sobre o IUC, uma vez que, por me ter sido atribuído um grau de incapacidade, a lei conceder-me benefícios em sede desse imposto. A informação que me foi prestada colidiu com a que esperava e de certo modo negava-me um direito que julgava consagrado, mas, vindo ela de uma pessoa supostamente conhecedora da matéria aceitei-a e saí, agradecido pela colaboração. Já na rua, refleti sobre o atabalhoado de argumentos utilizados e desconfiei, desconfiei dos conhecimentos do homem. Voltei atrás e entrei na porta ao lado, no serviço de cobranças, tirei o ticket e aguardei. Chegada a minha vez, pedi desculpa à menina atendedora, porque não ia ali pagar nada, mas simplesmente colher uma informação. E repeti a questão. Surpreendentemente a informação contradisse a anterior, indo de encontro aos meus interesses. A trapalhada gerada vai-me obrigar a recorrer a outra fonte que arbitrará, espero eu, este conflito de opiniões.

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